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Projeto de Odenamento Turístico do Poço do Inglês
Rio Pedra Branca, Paraty

Informações e fotos de 2016, necessário atualizar.
Autoria: Roberto M.F. Mourão, ALBATROZ Planejamento

Subsídios para Elaboração de Proposta de Ordenamento Turístico
Proposta

1. Objetivo Geral

Estabelecer parceria entre as partes com a intenção de promover ao Ordenamento Ambiental e Turístico do Espaço “Poço do Inglês”, localizado às margens do Rio Pedra Branca.

2. Intenções

  • 2.1. Constituir Fundo de Parceria para captar e gerir recursos para financiamento do projeto e implementação do ordenamento, buscando por seus meios e contatos parceiros-financiadores, na iniciativa privada, complementando recursos públicos, se disponíveis, para a empreitada;
  • 2.2. Formar Grupo de Trabalho para analisar e desenvolver proposta técnica-financeira de forma a permitir um ordenamento de espaço turístico e socioambiental adequado, de forma a oferecer lazer e aprendizado para paratienses e visitantes, assim como servir como modelo para outros espaços turísticos afins em Paraty;
  • 2.3. Agregar ao Grupo de Trabalho, na condição de Colaboradores-interessados, as principais organizações que têm interesse direto nesse espaço turístico e que muito têm a colaborar em sua operação turística e ambientalmente sustentáveis:
    • Associação de Guias de Turismo e Turismólogos de Paraty (Piratii Turismo)
    • Jipeiros Associados de Paraty (JAP)

3. Considerações 

Tendo em vista:

  • 3.1. A necessidade de manter a integridade ambiental da Área de Proteção Permanente ao longo do Rio Pedra Branca, propriedade de Prefeitura Municipal de Paraty. A obrigação de manter Áreas de Proteção Permanentes e Reservas Legais com cobertura vegetal nativa é obrigação real, propter rem, ou seja, uma obrigação que se prende ao titular do direito real, seja ele quem for, em virtude, tão-somente, de sua condição de proprietário. Eventual propriedade de móvel previamente desmatado não é causa de exclusão de responsabilidade ambiental do possuidor;
  • 3.2. Manter a qualidade da água do Rio Pedra Branca, excedente proveniente da barragem de captação da Estação de Tratamento de Água, à montante, de forma que o desague se faça ao Rio Perequê-açu com qualidade ambientalmente adequada;
  • 3.3. Evitar acidentes a visitantes, uma vez que a falta de fiscalização em propriedades privadas ou públicas que trabalham com exploração turística de cachoeiras e a estrutura precária do município, trazem riscos para quem se aventura sem a precaução necessária.
  • 3.4. Que o espaço atualmente se encontra em Situação de Risco, uma vez que o acesso se faz por uma trilha precária, em péssimo estado de conservação, com trechos deteriorados pela total ausência de manutenção, onde são observados danos consequentes a uso acima da capacidade de carga turística, como p.ex. raízes expostas, excessiva compactação, trechos erodidos por pisoteio ou desbarrancamento, inclusive com vazamento de água do canal adutor. Que o maior agravante do uso do poço resulta da imprudência de visitantes que se penduram de uma corda para balançar e se jogar na água e algum escalam a enorme pedra que bordeia o poço e de lá saltam na água de uma altura aproximada de 18 a 20 metros.
  • 3.5. Necessidade de Manutenção, uma vez que, pelo estado que se pode observar, a trilha não teve manutenção recente, apesar de se ter conhecimento que alguns guias e jipeiros, ocasionalmente, limpavam e mantinham o local, preocupados com a integridade física de seus clientes, assim como oferecer qualidade na experiência aos visitantes. A proposta deverá incluir a definição e monitoramento da capacidade de carga turística, por método adequado, à trilha de acesso e ao poço;
  • 3.6. Necessidade de Segurança por estar o espaço atualmente desguarnecido, sem controle de acesso, havendo registros de ocorrência esporádica de assaltos à mão armada; carecendo que, juntamente com a recuperação e criação um sistema de controle e monitoramento, assim como prever serviços de segurança patrimonial e física de visitantes;
  • 3.7. Necessidade de Instalação de Sanitários, para atender a servidores, operadores e visitantes, em número mínimo de duas unidades, feminino e masculino, com eventual cobrança pelo uso para manutenção e limpeza, construídos próximos do estacionamento, fora do perímetro da área de preservação permanente, observando normas sanitárias adequadas, com instalação de biodigestor e poço de infiltração;
  • 3.8. Necessidade de Contribuição de Uso do Espaço, coletando recursos junto a operadores e visitantes, para ajudar a manutenção do local, com valores diferenciados para excursionistas, turistas e paratienses.


4. Atividades Previstas (proposta)

Como ponto de partida, listamos abaixo as atividades e suas respectivas estimativas de custos, baseadas em análise preliminar realizada em 2016 que necessitam de ser atualizadas por meio de planejamento participativo envolvendo grupos de interesse e atores.  

Deverá sr a primeira atividade do Grupo de Trabalho será analisar, atualizar e complementar as atividades e produtos a seguir relacionados.

  • 4.1. Recuperação da trilha de acesso ao poço, com a construção de pinguelas, passarelas, degraus, guarda-corpos, corrimãos e demais infraestruturas para garantir segurança e conforto aos visitantes do espaço turístico Poço do Inglês;
  • 4.2. Recuperação e adequação da comporta de controle de vazão do canal adutor;
  • 4.3. Recuperação de trechos do talude desmoronado, em técnica adequada, com reposição de material ou com a construção de passarela apoiada em pilotis;
  • 4.4. Limpeza do local e do canal, com reparo dos locais onde ocorrem extravasamento por ocasião de chuvas fortes;
  • 4.5. Criar, Divulgar e Capacitar para o Usos de Regulamentação e Regras Comportamentais para o uso do espaço turístico Poço do Inglês;
  • 4.6. Planejar e Instalar Sistema de Comunicação no estacionamento, ao longo da trilha de acesso e na área do poço, constituído de placas informativas, de advertência e de educação ambiental; em material apropriado para resistir a eventuais danos e às intempéries e maresia;
  • 4.7. Desenvolver, Imprimir e Divulgar Folhetos com informações, advertências e educação ambiental para operadores e usuários: excursionistas, turistas e paratienses;
  • 4.8. Capacitar e Treinar Equipes de Fiscalização e Monitoramento, assim como de operadores turísticos quanto a regulamentação do espaço turístico, com a utilização de planilhas de Monitoramento de Impactos Ambientais e Sociais, semelhantes às sugeridas no Anexo 2;
  • 4.9. Criar, Capacitar e Treinar Corpo de Guardas-parque e/ou de Monitores Ambientais, uniformizados e equipados, para apoiar a gestão do espaço turístico Poço do Inglês.


5. Custeio

Para custeio da gestão, ações e projetos, as partes buscarão recursos com doadores e parceiros-financiadores criando um Fundo de Parceria, retro mencionado. As partes concorrerão para o custeio da parceria na proporção que lhes couber nos trabalhos a serem implementados. Até que hajam recursos disponíveis, cada uma das partes alocará à parceria os custos em que respectivamente incorrerem para a prestação dos serviços que lhes competir prover.

 

 

Projeto de Ordenamento Turístico do Poço do Inglês, Rio Pedra Branca, Paraty


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Planilha de Monitoramento de Indicadores Biofísicos - Minuta

poco ingles monitoramento indicadores 2 sociais

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Autoria: Roberto M.F. Mourão, ALBATROZ Planejamento

Planilha de Monitoramento de Indicadores Biofísicos - Minuta

poco ingles monitoramento indicadores 1 biofisicos

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Informações e fotos de 2016, necessário atualizar.
ProjetoRoberto M.F. Mourão, ALBATROZ Planejamento

 

PocoIngles mapa localizacao


Introdução

Localização

Chega-se ao Poço do Inglês pela Estrada Paraty-Cunha, entrando à direita, após a Ponte Branca, segue pela Estrada da Pedra Branca.
Entrada à direita, mal sinalizada.

O acesso ao poço de faz por trilha de terra, de pequena extensão, sendo que em alguns trechos é preciso atravessar precárias passarelas de madeira, de péssima conservação.

Justificativas Iniciais (2016)

  • Manter a integridade ambiental da Área de Proteção Permanente ao longo do Rio Pedra Branca
    A obrigação de manter APPs e Reservas Legais com cobertura vegetal nativa é obrigação real, propter rem, ou seja, uma obrigação que se prende ao titular do direito real, seja ele quem for, em virtude, tão-somente, de sua condição de proprietário. Eventual aquisição de imóvel previamente desmatado não é causa de exclusão de responsabilidade ambiental do adquirente.
  • Evitar acidentes a visitantes
    A falta de fiscalização em propriedades privadas que trabalham com exploração de cachoeiras e a estrutura precária do município, trazem riscos para quem se aventura sem a precaução necessária. Apesar de não termos nenhuma atuação na visitação no Poço do Inglês, este encontra-se na Murycana, consequente eventual responsabilidade civil da empresa proprietária.
  • Manter a qualidade da água que abastece o lago artificial e a roda d’água, junto à Casa Grande, na Fazenda Murycana..
    O abastecimento se faz por meio de canal artificial cuja tomada d’água é a montante do Poço, à margem direita do referido córrego. A água não é usada para consumo.


Antecedentes

Fazenda Murycana

Originalmente, toda a faixa ao longo da Estrada da Pedra Branca, inclusive o Poço do Inglês, pertenciam à Fazenda Murycana.

murycana placa fazenda bananalCom a aquisição da Fazenda Murycana por empresa privada, em agosto de 2013, a propriedade foi entregue à nova proprietária e iniciou-se um longo processo de limpeza e adequações das instalações existentes com demolições e reforma de edificações, construção de cercas e limpeza de lixo orgânico do antigo restaurante local. Esses serviços foram preparatórios para a restauração da histórica Fazenda Bananal de Cima,

Essa restaração se fez necessária uma vez que a fazenda estava incluida nos Bens de Especial Interesse Cultural de Paraty, segundo a Portaria 402/2012 do IPHAN, uma vez que qualquer intervenção nesses bens dependem de prévia autorização do Instituto, cujas intervenções no Sítio Tombado devem considerar os critérios indicados para garantir sua preservação.

Fazem parte, entre outros, as edificações de antigas fazendas e engenhos localizados no Sítio Tombado: a. Fazenda Bom Retiro, no Corumbê; b. Sede da Fazenda Murycana, na Pedra Branca; c. Sobrado e Engenho na Fazenda Boa Vista, na Olaria; d. Sede da Fazenda Itatinga, no Saco do Fundão, Enseada de Paraty- Mirim; e. Engenho do Rio dos Meros, no sertão do Rio dos Meros.

A Fazenda Murycana nunca havia retirado lixo que era jogado em uma grota junto a riacho que divide a fazenda do Alambique Pedra Branca, cujas águas estavam turvas e contaminadas com chorume. Foram necessárias 125 horas de pá carregadeira tracionada e 14 viagens de caminhão trucado para a limpeza e envio de mais de 300 toneladas de lixo orgânico para o aterro sanitário da prefeitura em Itaguaí.

Poço do Inglês

poco ingles 03 acesso junto estrada placaComo retro mencionado, tendo em vista o sobreuso turístico do Poço, a empresa Z House decidiu por recuperar e ordenar o espaço turístico uma vez que parte da água do Rio Pedra Branca é desviado para a fazenda. 

Foi autorizada a elaboração de uma proposta de recuperação do local para ser submetida à Secretaria de Meio Ambiente, que resultou na presente proposta.

Para proteger o local deu-se inicio à construção de uma cerca de proteção uma vez que danos ambientais, mesmo que provocado por terceiros, são de responsabilidade do proprietário. Ato contínuo, a Secretaria emitiu um Auto de Embargo (n° 136, de 10 de janeiro de 2014) proibindo a construção da cerca. Na tentativa de justificar e solicitar a recuperação do espaço, a empresa foi, informalmente, proibida de intervir no Poço do Inglês por 'ser um espaço de domínio público'.

Some-se a isso a possibilidade de responsabilidade por eventuais acidentes pessoais poderem ser atribuida à empresa proprietária. Dessa forma, o ordenamento, a ser implementado com recursos privados foi cancelado.  

Situações de Risco

poco ingles 16 passagem sobre tabuas vazamentoO acesso se faz por uma trilha precária, em péssimo estado de conservação, com trechos deteriorados pela total falta de manutenção, onde são observados danos consequentes a uso acima da capacidade de suporte, como p.ex. raízes expostas, excessiva compactação, trechos erodidos pelo pisoteio e/ou desbarrancamento, inclusive com vazamento de água do canal adutor, artificial, que segue para a Fazenda Murycana.

Não há possibilidade de acesso para cadeirantes ou pessoas com limitação de mobilidade. Nas vistorias realizadas, como as fotos comprovam, a trilha de acesso é perigosa e é utilizada por mulheres e crianças com alto risco de acidentes.

Porém, o maior agravante do uso do poço resulta da imprudência de visitantes que se penduram de uma corda para balançar e se jogar na água. Para piorar, uns poucos, a se exibir, sobem na enorme pedra que bordeia o poço e de lá saltam na água de uma altura aproximada de 18 a 20 metros.

Vale comentar que o Poço muitas vezes visitado após os turistas terem visitado e degustado cachaça nos vários alambiques da região que acentua o exibicionismo de alguns, aumentando o risco de acidentes.

Manutenção

Pelo estado que se encontra a trilha nota-se que nenhuma manutenção foi feita há tempos.

poco ingles 07 trilha impactada com raizes expostasEm uma das vistorias constatamos uma esteira de palha que serviu de apoio para piquenique de um grupo de visitantes abandonada com restos da refeição, apesar de placa improvisada solicitando não abandonarem lixo no local.

Temos a informação de que alguns guias conscienciosos ocasionalmente limpavam o local, o que a nosso ver deveria ser uma prática frequente uma vez que eles e seus clientes são os maiores beneficiados, vindo assim melhorar a qualidade da experiência dos visitantes.

Alertamos que futuras ações de reparo e ordenamento só serão possíveis e se manterão caso os principais grupos de interesse que fazem uso do local - guias e jipeiros, estejam alinhados com a manutenção fisica e operacional do local. 

Caso esses atores turísticos não estejam pactuados com ordenamento e boas práticas ambientais, o local em pouco tempo voltará a se deterior.
 

Segurança

Não há. Local totalmente desguarnecido, sem controle de acesso. Há registros de ocorrência esporádica de assaltos à mão armada. Caso seja feita a recuperação, sugere-se que se crie um sistema de controle e limpeza do local, com retirada de lixo abandonado, assim como policiamento com viaturas policiais em rondas frequentes.

Sanitários

Não há. Mas sugerimos a instalação pelo menos 2 sanitários, feminino, masculino, com cobrança pelo uso.

Porém, por se tratar de área lindeira a um curso d'água perene, o poço e seu entorno constituem uma Área de Preservação Permanente, achamos de difícil aprovação de parte dos órgãos ambientais, apesar da possibilidade de implementação próximo do acesso junto à estrada, no estacionamento.

Será necessário verificar a viabilidade de se aprovar a construção de sanitário(s).

Acessibilidade / Cadeirantes

Com a compra de equipamentos próprios a pessoas com necessidades especiais, poderá haver acessibilidade a cadeirantes. 

A Organização Mundial do Turismo (OMT) estima que 1,2 bilhão de pessoas viajam anualmente a turismo (2015).

A acessibilidade é fundamental para se cumprir a premissa de que o turismo é para todos. A Lei Geral do Turismo traz como um dos objetivos da Política Nacional de Turismo “democratizar e propiciar o acesso ao turismo no País a todos os segmentos populacionais, contribuindo para a elevação do bem-estar geral”. Um dos intuitos do Plano Nacional de Turismo é promover a incorporação de segmentos especiais de demanda ao mercado interno, em especial os idosos, os jovens e as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

logo turismo acessivel.mturGuia Turismo Acessível, do Ministério do Turismo, oferece dicas importantes para o viajante em condições especiais e promove o intercâmbio de informações sobre estrutura e estabelecimentos turísticos com acessibilidade entre viajantes de todo o Brasil. No site colaborativo os internautas podem avaliar a acessibilidade de hotéis, restaurantes e atrações diversas.

trilhas joelette nouvelle generation rando 2Tomar todas as medidas de adequação dos lugares públicos e dos pontos turísticos promove um imensurável ganho social na constituição de espaços que permitam, com liberdade e segurança, o acesso, a troca, a interação e a inclusão na experimentação das atividades, dos ambientes, das relações e das sensações, promovendo a qualidade de vida e garantindo oportunidades iguais e a concretização do direito ao lazer a todos. 

Além de que o turismo acessível se trata de um filão consumidor e uma boa oportunidade econômica, uma vez que ele potencializa a utilização dos espaços e destinos turísticos por um maior número de pessoas.

A pessoa com deficiência é um turista como qualquer outro e deve procurar seus direitos e facilidades na hora de viajar. Também é importante informar com antecedência à empresa de transporte de passageiros contratada e o hotel em que irá se hospedar sobre suas necessidades específicas para garantir a satisfação na viagem”, orienta a Coordenadoria-geral de Turismo Sustentável do Ministério do Turismo.

trilha cadeirante Joelette 2 webSeria o caso de se adquirir uma ou duas cadeiras especiais para trilhas da marca Joelette ou similar, que permitem percorrer trilhas pouco ou mediamente acidentadas com a ajuda de duas pessoas.

Rampas de acesso, vagas reservadas, sinalização adaptada, corrimão e piso antiderrapante são alguns exemplos do que chamamos de Acessibilidade, direito fundamental das pessoas com deficiência, seja ela permanente ou temporária. É essencial para que o viajante seja bem recebido e atendido em qualquer destino escolhido.

No caso do Poço do Inglês, além da possibilidade de percorrer a trilha com segurança, é necessário que seja possível o acesso à água, por meio de deck de madeira inclinado.


Estação de Tratamento de Água do Rio Pedra Branca
(ETA)

Em fevereiro de 2014 a Prefeitura de Paraty solicitou uma pequena área da Fazenda Murycana para construção da Estação de Tratamento de Água do Rio Pedra Branca. O local escolhido, uma área de cerca de meio hectare, foi o das ruínas de antiga estação de tratamento, não concluida no passado. 

Tendo em vista as dificuldades de gestão das áreas lindeiras ao RIo Pedra Branca, como retro mencionado, a empresa proprietária decidiu por doar toda á área de preservação permanente ao longo da margem direita rio, inclusive a faixa da estrada da Pedra Branca, passando assim a responsabilidade para prefeitura.

A doação ocorreu em agosto de 2014, após a celebração de um Memorando de Entendimentos firmado entre a empresa proprietária, a concessionária Águas de Paraty e o Município de Paraty, de forma que correriam integralmente por conta, responsabilidade e risco da  concessionária, as consequências, praticadas por si ou terceiros a seu serviço, além de todos e quaisquer eventuais danos e/ou acidentes causados na área requerida, à empresa proprietária e/ou seus sócios e/ou prepostos e/ou empregados desta, decorrentes da execução da demolição e pelos quais a proprietária, e/ou seu sócios e/ou prepostos e/ou empregados desta sejam de alguma forma demandado, judicial ou extrajudicialmente, respondendo por quaisquer atos dolosos ou culposos que venham a ser eventualmente praticados em desconformidade com a lei decorrentes da execução dos serviços de poda das árvores.

A área desmembrada da Fazenda Murycana, no Bairro Pedra Branca foi de 8,87 hectares, encerrando um perímetro de cerca de 3.800 metros, incluindo o açude de captação de água e o Poço do Inglês.


Ordenamento / Capacidade de Carga Turística

O Ordenamento Turístico é um processo que envolve Capacidade de Carga ou Suporte Turística (número balizador de visitação + capacidade de manejo da visitação), assim como as quantidades de Equipamentos e Efetivo disponíveis (infraestrutura, pessoal, equipamentos, facilidades, segurança e comunicação).

Uma estratégia para suprir a demanda pela visitação no Poço do Inglês é criar um 'circuito' ao longo do Rio Pedra Branca que permita a utilização de outros poços. Essa estratégia é utilizada em parques e reservas públicos para 'diluir' a visitação. Sabe-se que outros ponto do rio permitem o banho.

A capacidade de suporte de um espaço turístico (trilha, praia, mirante, cachoeira) pode ser definida por meio do Roteiro Metodológico para Manejo da Visitação, com Enfoque na Experiência do Visitante e na Proteção dos Recursos Naturais e Culturais, publicado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de 2011.

CCT OrdenamentoCapacidade de Manejo e Carga WEB

CCT TJ tipos cct

CCT TJ praias referencias priorizacao criterios

CCT TJ etapas manejo visitacao geral

 

Monitoramento / Indicadores Biofísicos-Sociais

Miguel Cifuentes, pioneiro no manejo da visitação turística, dizia que determinar a capacidade de carga sem monitoramento é desperdício de tempo e recursos.

Dessa forma, é importante que sejam elaboradas planilhas, simples e tabuláveis, para a frequente análise dos eventuais impactos da visitação com indicadores biofísicos e sociais, que incluam indicadores mensuráveis.

Indicadores Biofísicos

  • Danos
  • Fauna
  • Solo
  • Vegetação nas trilhas
  • Vegetação fora dos caminhos oficiais
  • Outros 

Indicadores Sociais

  • Comportamento Danoso
  • Conflito de Uso x Convívio Social
  • Impactos Sonoros
  • Saneamento
  • Segurança
  • Outros


Click nas imagens abaixo para visualizar as minutas de planilhas de monitoramento de indicadores.

poco ingles monitoramento indicadores 1 biofisicos  poco ingles monitoramento indicadores 2 sociais

 

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Assuntos Correlatos

 

 

 

 

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AMPAR Associação de Marinas de Paraty

Termos Relacinados com Marinas

  • Acostagem / Atracação
    encostar a embarcação a um cais, por norma com proteções (defensas)

  • Amarração
    Ato de amarrar uma embarcação a um cais

  • Âncora
    Peça de ferro terminada por duas unhas e uma argola na extremidade oposta, para prender as embarcações ao fundo do mar

  • Arinque
    Cabo que prende a boia à âncora

  • Atracadouro
    Estrutura onde parar e amarar uma embarcação

marinas ancoragem pier marinas ancoragem poita

 

  • Bacia de Evolução
    Espaço na água, nas proximidades da instalação náutica, com dimensões e profundidade adequadas à manobra das embarcações

  • Bacia Interna
    Canais e áreas escavadas em terreno, onde se localiza uma instalação náutica com seus mecanismos operacionais e com profundidade adequada à acostagem de embarcações

  • Baliza
    Boias e marcas que servem de referência à navegação

  • Berço de Atracação
    Vaga ou espaço na água destinado à atracação de embarcações

  • Boca
    Largura transversal de uma embarcação

  • Boia
    Objeto flutuante ou então que permite a um objeto flutuar

  • Calado
    Medida da profundidade a que se encontra a quilha do navio, ou distância entre a ponta mais baixa da quilha e a linha de água do navio

  • Calafetagem
    Vedar as frestas do casco

  • Dársena ou Waterfront
    Espaço na água abrigado, delimitado fisicamente, onde se localiza uma instalação náutica com seus mecanismos operacionais e com profundidade adequada à acostagem de embarcações

  • marinas farolDefensa
    Objeto que se coloca ao longo do casco para proteger a embarcação

  • Estrutura de Apoio Náuticas
    Marinas, clubes náuticos e garagens náuticas de uso coletivo

  • Farol
    Construção notável num ponto da costa para aviso e prevenção à navegação

  • Fundear
    Imobilizar uma embarcação com recurso a uma âncora unhada no fundo (ver Ancoradouro)

  • Jusante
    Vazante de mar ou lado da foz de um rio (em oposição a montante)

marinas mare alta

  • Marés
    Subida e descida periódicas dos níveis do mar e de outros corpos de água ligados ao oceano (estuários, lagunas, etc.), causadas principalmente pela interferência da Lua e do Sol sobre o campo gravitacional da Terra. Marés oscilam em um período de 12 horas e 24 minutos. Doze horas devido à rotação da Terra e 24 minutos devido à órbita lunar

  • Maré / Altura da Maré
    Altura do nível da água, num dado momento, em relação ao plano do zero hidrográfico

  • Maré / Amplitude de Marés
    Variação do nível das águas, entre uma preamar e uma baixa-mar imediatamente anterior ou posterior

  • Maré / Elevação da Maré
    Altitude da superfície livre da água, num dado momento, acima do nível médio do mar

  • Maré / Estofo
    Também conhecido como reponto de maré, ocorre entre marés, curto período em que não ocorre qualquer alteração na altura de nível

  • Maré / Vazante
    Período entre uma preamar e uma baixa-mar sucessivas, quando a altura da maré diminui

  • Maré Alta, Maré Cheia ou Preamar
    Quando a maré está em seu ápice

  • Maré Baixa ou Bbaixa-mar
    Quando está no seu menor nível de uma maré vazante

  • Maré de Quadratura
    Maré de pequena amplitude, que se segue ao dia de quarto crescente ou minguante

  • Maré de Sizígia
    As maiores amplitudes de maré verificadas, durante as luas nova e cheia, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas

  • Maré Enchente
    Período entre uma baixa-mar e uma preamar sucessivas, quando a altura da maré aumenta


marinas mare baixa

 

  • Marina
    Centro portuário de recreação


  • Unidade de medida de velocidade - corresponde a uma milha náutica (1.852 metros) por hora

  • Píer
    Estrutura projetada sobre o corpo d'água, geralmente perpendicular à margem, sobre pilotis ou flutuante, com ou sem fingers, destinada à aconstagem e/ou atracação de embarcações

  • marinas poitaPoita
    Corpo pesado, que as pequenas embarcações de pesca usam para fundear, ou seja para parar no meio do mar oiu de um rio.
  • Saia de Píer
    Estrutura fixada na lateral do píer com a finalidade de acabamento estético ou para impedir que embarcações de altura inferior ao píer adentrem sob o mesmo

  • Separador de Água e Óleo
    Equipamento utilizado para segregar o óleo da água, constituído de caixa de areia e tanque de separação água/óleo por gravidade ou coalescência (placas coalescentes)

  • Vaga Molhada
    Local para guarda de embarcação na água, em um píer, cais, molhe, ponte ou poita (boia)

  • Vaga Seca
    Local para guarda de embarcações em pátio ou galpão em terra, em que estas são manobradas por meio de cabos, elevador ou carreta do tipo berço

  • Zero Hidrográfico
    Nível de referência a partir da qual se define a altura da maré; é variável de país para país, muitas vezes definida pelo nível da mais baixa das baixas marés registradas (média das baixas marés de sizígia) durante um dado período de observação maregráfica

  • marinas darsena waterfrontWaterfront ou Dársena
    Espaço na água abrigado, delimitado fisicamente, onde se localiza uma instalação náutica com seus mecanismos operacionais e com profundidade adequada à acostagem de embarcações