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Estudo de Caso: Pesca Esportiva no Médio e Alto Rio Negro

O presente trabalho baseia-se em pesquisas e informações levantadas para o portfólio de estudos de caso do Programa MPE Funbio-EcoBrasil, no início de 2003 pelo biólogo Krüse Zeinad e consultor Roberto M.F. Mourão, coordenador do estudo e diretor técnico do Programa em outubro de 2007.

Os trabalhos tem como área focal o Médio e Alto Rio Negro, em especial a região do município de Barcelos.

 

bacia amazonica

 
A Bacia Amazônica

A Bacia Amazônica é detentora do maior número de espécies de peixes, com mais de 1.500 tipos identificados. Dentro de sua área as sub-bacias que a compõem drenam diferentes ecorregiões, com características distintas.

Das cerca de 10 sub-bacias identificadas para a Amazônia brasileira, a do Rio Negro merece destaque. A segunda maior sub-bacia do Rio Amazonas drena uma área de 687.000 km² com descarga média anual de 28.400 m³/s.

Suas águas são classificadas como pretas, devido a grande quantidade de ácidos úmicos transportados em dissolução. Seus baixos valores de pH a tornam restritivas para a ocorrência de muitas espécies, como por exemplo larvas de mosquitos, o que torna a região desprovida de grandes quantidades de mosquitos hematófagos, tornando-a assim muito atraente para o turismo.

 

Espécies de Peixes Esportivos da Amazônia / Ictiologia 

Possui mais de 400 espécies de peixes, muitas de extremo interesse para o comércio de peixes ornamentais, endêmicos da região, como os Cardinais (Paracheirodon axelrodi e Paracheirodon innesi), Cascudo (Peckoltia plathyrhyncha), Cará (Apistograma gephyra), Acará-disco (Symphysodon discus), etc.

Além do interesse da pesca comercial de peixes ornamentais para exportação, suas águas contém também espécies de peixes de grande interesse para a prática da pesca esportiva. 

Em águas interiores da Amazônia brasileira, destacam-se peixes de interesse esportivo, como:

  • Apapá (Pellona sp.)
  • Aruanã (Osteoglossum sp.)
  • Bicuda (Boulengerella sp.)
  • Cachorra-larga ou Pirandirá (Hydrolycus scomberoides)
  • Jaú (Zungaro sp.)
  • Matrinxã (Brycon sp.)
  • Pacu (Mylossoma sp. e Myleus sp.)
  • Piranha (Pygocentrus nattereri e Serrasalmus rhombeus)
  • Tucunaré-açu (Cichla temensis)
  • Piraíba (Brachyplatystoma sp.)
  • Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus)
  • Surubim (Pseudoplatystoma fasciatum)
  • Tambaqui (Colossoma macropomum)
  • Trairão (Hoplias lacerdae)

Os Tucunarés atualmente são enquadrados como 'peixes esportivos' (game fish), atraindo turistas pescadores do mundo todo para a Amazônia e merecem destaque especial. Devido ao seu grande porte (pode atingir mais de 13 quilos de peso e 1,2 metros de comprimento), aliado ao hábito alimentar piscívoro quando adulto e a uma grande disposição para subjugar suas presas, tornam a captura desta espécie o objetivo de milhares de pescadores.

Os peixes esportivos estão distribuídos principalmente nos rios:

  • Rio Araguaia
  • Rio Branco
  • Rio Guaporé
  • Rio Madeira
  • Rio Negro
  • Rio Nhamundá
  • Rio Roosevelt
  • Rio São Benedito
  • Rio Tapajós
  • Rio Tocantins
  • Rio Trombetas
  • Rio Uatumã
  • Rio Xingu

Saiba mais: Principais Peixes Esportivos da Amazônia.

 

Rio Negro

O Rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do Rio Amazonas. É o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água - atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar.

Tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica. Conecta-se com o Orinoco através do canal de Casiquiare. Na Colômbia, onde tem a sua nascente, é chamado de rio Guainia. Seus principais afluentes são o Rio Branco e o Rio Vaupés. Disputa ser o começo do rio Orinoco junto com o rio Guaviare. Drena a região leste dos Andes na Colômbia. Após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e, a partir dessa união, este último passa a chamar-se rio Amazonas.

O rio Negro é navegável por 720 quilômetros acima de sua foz e pode chegar a ter um mínimo de 1 metro de profundidade em tempo de seca, com muitos bancos de areia e outras dificuldades menores. Na estação das chuvas, transborda, inundando as regiões ribeirinhas em distâncias que vão de 32 km até 640 km.

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o "verão amazônico". O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. Em Manaus, a máxima do Rio Negro vem sendo registrado há mais de cem anos, e há um quadro no Porto de Manaus com todos os registros históricos, inclusive o da maior cheia de todos os tempos, ocorrida em 2012, alcançando, até 21 de maio (antes do início da vazante), a cota de 29,87 metros acima do nível do mar.

rio negro garoto na margem roberto mourao 2001

As águas escuras do Rio Negro variam da cor marrom-café até a cor marrom-oliva. As águas de todos os rios dependem em grande parte das interações químicas e físicas, como infiltração e escoamento, com as extensas áreas terrestres de drenagem adjacentes. As águas pretas do Rio Negro e de muitos de seus efluentes possuem valores de pH entre 3,8 e 4,9, sendo, portanto, ácidas. Isso ocorre em razão da grande quantidade de substâncias orgânicas dissolvidas oriundas da drenagem dos solos arenosos adjacentes ao rio que possuem como vegetação a campina, a campinarana ou as caatingas amazônicas. Essa cor é resultado dos ácidos húmicos e fúlvicos resultantes da decomposição do húmus no solo que são lentamente transportados para o rio. O húmus é uma compostagem natural realizada pelo sistema digestivo das minhocas, por bactérias e fungos, que decompõem a matéria orgânica, agregando ao solo os restos de animais e plantas mortas e também seus subprodutos. Aproximadamente metade da matéria orgânica solúvel das águas do Rio Negro é de substâncias húmicas e a outra metade corresponde a ácidos orgânicos sem cor. Além disso, em regiões de relevo plano em baixas altitudes, ocorre um fenômeno denominado podzolização, em que as chuvas removem do solo as partículas de argila e o material orgânico, formando os solos arenosos chamados de podzóis.

Além das águas denominadas como pretas na região amazônica, há também outros dois tipos de águas segundo sua cor e transparência, que são as águas brancas e as águas claras. As do Rio Solimões são águas brancas, que são assim porque possuem grandes quantidades de sólidos suspensos, principalmente cálcio e magnésio. É uma água muito turva, com aspecto lamacento, com cores variando do amarelo ao ocre, e seu pH varia entre 6,2 e 7,2 porque, ao contrário do Rio Negro, possui pouco material orgânico dissolvido. Às suas margens, estão áreas férteis usadas para agricultura. Já as águas claras, tais como as dos rios Tapajós e Xingu, são bem transparentes, variam de um tom verde-claro a verde-oliva, e possuem pH entre 4,5 e 7,8. Isso se dá porque o relevo na região é relativamente plano e regular, com menos erosões e, consequentemente, as suas águas possuem menores quantidades significativas de material suspenso.

Encontro das Águas - rios Negro e Solimões © Roberto Mourão, 1993Todos os rios da Bacia Amazônica sofrem o mesmo fenômeno de subidas e baixas em seus níveis, comandados pelos dois maiores rios: o Rio Negro e o Rio Solimões (que, ao se encontrarem, abaixo da cidade de Manaus, formam o Rio Amazonas).

O Rio Negro protagoniza, junto ao Rio Solimões, um dos mais belos eventos da natureza: o encontro das águas negras do primeiro com as águas barrentas do segundo. O fenômeno acontece praticamente em frente à cidade de Manaus e é um dos mais populares passeios da capital manauara.

 

Paraiso de Pescadores Esportivos

Munidos de varas e molinetes e iscas artificiais, os pescadores partem em sua busca em pequenos barcos (voadeiras de alumínio, bass trackers em alumínio ou bass boats de fiberglass).

O modo explosivo dos tucunarés atacarem as iscas e suas arrancadas bruscas depois de fisgados, cativam cada dia mais adeptos de sua pesca em todo o mundo. Brasileiros e norte-americanos, principalmente, lotam hotéis e barcos-hotéis durante a temporada de pesca, que vai de setembro a março na região do médio rio Negro, em busca dos grandes tucunarés.

A partir do início dos anos 90 o conceito e a prática da pesca amadora sofreram profundas transformações. A sensibilização da população mundial para questões relativas ao meio ambiente e aos recursos naturais foram postas em discussão. A necessidade de uma exploração mais racional e sustentável de todo e qualquer tipo desses recursos ficou evidente.

A adoção da prática do pesque-e-solte e um maior cuidado com o meio em que se pesca introduziram o novo conceito da pesca como esporte, a chamada pesca esportiva. Hoje um número crescente de empresários realizam excursões de pesca na sub-bacia do Rio Negro, com duração de cerca de uma semana, todos em busca de seus grandes tucunarés.

 

Pesca Amadora / Esportiva e Sustentabilidade

É cada vez maior a necessidade de se descobrir e praticar atividades que permitam desenvolver economicamente uma região dotada de beleza e riquezas naturais, buscando interferir minimamente na dinâmica natural de seus ecossistemas.

O chamado Desenvolvimento Sustentável busca conciliar o desenvolvimento de certas atividades econômicas que propiciam a geração de emprego e renda para comunidades locais ligadas a diferentes ecossistemas, com sua preservação. O Turismo Sustentável e o Ecoturismo demonstram cada vez mais que atividades relacionadas a essa atividade permitem a exploração racional dos recursos naturais, se constituindo em exemplo de desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido, a Pesca Amadora ou Esportiva é uma atividade praticada no meio ambiente que permite conciliar o ganho econômico, através do turismo da pesca, explorando somente alguns recursos pesqueiros típicos de cada região, com poucos reflexos sobre o meio ambiente como um todo, desde que praticada com ética e boa dose de bom senso.

A Pesca Esportiva é então uma atividade turística alternativa capaz de gerar desenvolvimento em áreas remotas, e que pode substituir atividades econômicas que degradam o meio ambiente. Frequentada por pescadores brasileiros e estrangeiros, em 2001 cerca de 3.000 pescadores estrangeiros visitaram a região amazônica, principalmente o Rio Negro.

Na bacia amazônica os grandes tucunarés, com mais de 10 quilos, são responsáveis pelo desenvolvimento do turismo da pesca nas áreas onde ocorrem, como o Rio Negro. Dentro do panorama exposto, o município de Barcelos ocupa posição de destaque, pois em virtude de sua enorme área concentra seis grandes rios e centenas de lagos que constituem ecossistemas naturais onde ocorrem os grandes tucunarés.

 

Barcelos - Localização

O município de Barcelos está localizado na região norte do Estado do Amazonas, na região do Alto Rio Negro, a montante dos arquipélagos fluviais das Anavilhanas e Maruá, nas coordenadas 00° 58' 09" S e 062° 55' 39" W. A altitude em relação ao nível médio do mar é de 40 metros. A cidade localiza-se na margem direita do rio Negro e dista cerca de 390 km em linha reta da cidade de Manaus e 490 km por via fluvial.

O município tem área de 122.490 km² e constitui-se no maior município do Estado do Amazonas, segundo maior município do país. Tem como limites a leste o estado de Roraima, ao sul os municípios de Novo Airão, Coari, Codajás e Maraã, a oeste os municípios de Tapuruquara e Santa Isabel do Rio Negro e ao norte faz fronteira com a Venezuela.

O território de Barcelos engloba áreas que ocorrem dentro do bioma amazônico, em quatro ecorregiões da Amazônia brasileira, de um total de 33 ecorregiões identificadas para a área da Amazônia legal. Parte de seu limite norte é ocupado pelas florestas de altitude das Guianas. A maior porção de seu trecho central está ocupado pelas campinas do rio Negro. Na fronteira leste e nordeste encontra-se a ecorregião do interflúvio entre os rios Negro e Branco. A quarta ecorregião, de ocorrência entre os quadrantes sudoeste e sul de seus limites, está concentrada no interflúvio dos rios Japurá, Solimões e Negro.

 

Barcelos - Fitofisionomia

As fitofisionomia predominantes dentro de seu território são as campinas e campinaranas do Rio Negro, com formações arbóreas densas, formações arbóreas abertas e formações gramíneo-lenhosas. Existem também áreas de tensão ecológica entre as campinas e campinaranas com a floresta ombrófila e com a floresta ombrófila densa aluvial. As campinas e campinaranas estão estabelecidas em regiões específicas, constituída preferencialmente por solos arenosos e bastante ácidos, pobres nutricionalmente. As formações vegetais do tipo das florestas estão estabelecidas em terrenos mais altos e com maiores teores de argila e matéria orgânica.

É característica a região de matas alagadas, constituídas pelas florestas de igapó, vegetação estabelecida em terrenos inundados, de acordo com os níveis dos rios. A sua riqueza florística é menor se comparada com as matas de terra firme, nunca são inundadas. De acordo com o período de submersão das plantas existe uma distribuição bem específica conforme suas adaptações e tolerância ao período de inundação. É neste ambiente de igapó, que abriga uma rica fauna de peixes, que se concentram os esforços de pesca em busca dos cobiçados tucunarés.

peixes tucunare acu chichla sp peixes tucunare azul cichla sp peixes tucunare borboleta cichla orinocensis peixes tucunare paca chichla temesis

Na área do município de Barcelos ocorrem seguramente três, talvez quatro, espécies de Tucunarés, são elas:

  • Tucunaré (Cichla ocellaris)
  • Tucunaré Amarelo ou Pitanga (Cichla monoculus)
  • Tucunaré Borboleta (Cichla orinocensis)
  • Tucunaré Paca-açu (Cichla temensis)

 

Barcelos - História

Barcelos foi fundada no ano de 1726 pelo frei carmelita Mathias Boa Ventura com o nome de Missão de Nossa Senhora da Conceição de Mariuá. Trinta anos depois, Mariuá é promovida a categoria de vila e recebe o nome de Barcelos transformando-se na capital da capitania de São José do Rio Negro. Foi a capital do Estado do Amazonas e ocupou posição de destaque no mercado, principalmente pela extração de produtos vegetais naturais como a borracha, piaçava e castanha.

Desde sua fundação a mistura de diversas etnias compõe a população, predominantemente cabocla, formada pela mistura de brancos com os indígenas nativos. A região sempre foi povoada por diversas comunidades indígenas com a maior concentração de várias tribos nos trechos de terra firme. Este tipo de terreno é favorável para a construção de habitações, práticas da agricultura (em especial da mandioca) e pela maior riqueza e abundância de animais que aí se adensam durante o período de cheia.

A presença de grande variedade e quantidade de peixes na seca também corroborou, e corrobora, para a existência destas comunidades que pescam neste período.

A população é de aproximadamente 28 mil habitantes (2003). Está distribuída nas áreas urbana e rural. Cerca de 66% dos munícipes habitam na área urbana e 34% na zona rural. O município possui cerca de 70 comunidades (2003) instaladas na zona rural, acessíveis por via fluvial e/ou aérea (hidroavião e pistas de pouso).

A maioria das comunidades encontram-se distribuídas ao longo da calha principal do rio Negro. O maior distrito é Moura, com uma população composta aproximadamente por noventa famílias. As comunidades mais organizadas estão localizadas no rio Unini (Lago das Pedras, Cachoeirinha, Democacia I e II, Vista Alegre, Manapana, Tapiíra, Floresta, Vila Nunes e Aracu), reunidas na Associação das Comunidades do Rio Unini.

 

Barcelos - Economia

A economia do município de Barcelos está baseada no extrativismo.

Tetra Neon Cardinal (Paracheirodon axelrodi)

O maior produto extraído nos dias de hoje são os peixes ornamentais, com destaque para os cardinais e acarás discos. Esta atividade ocupa aproximadamente de 50 a 60% da mão-de-obra dos moradores do município - os “piabeiros”.

A produção agrícola, baseada nas culturas de banana, arroz e mandioca, não supre as necessidades que importa a maioria dos gêneros alimentícios que consome.

Cerca de 20% dos munícipes estão envolvidos na coleta e transporte de fibras de Piaçava (Leopoldinia piassaba) (2003).

Atualmente o segmento do turismo de pesca esportiva reúne uma mão-de-obra direta de cerca de 5% dos moradores do município e movimenta algo em torno de 15% da economia do município. As comunidades mais diretamente envolvidas encontram-se no interior, próximas das estruturas que operam com o turismo de pesca esportiva, como nos rios Aracá, Arirahá, Cuiuni e Unini.

 

Pesca Esportiva - Infraestrutura Regional

Existem diversas estruturas operando com o turismo da pesca dentro da área do município de Barcelos, constituídas exclusivamente pelo capital da iniciativa privada. Algumas, com suas bases estabelecidas no próprio município e outras sazonalmente, compostas principalmente por barcos-hotéis que iniciam suas excursões de pesca a partir de Manaus.

Empresários brasileiros nativos do município e de outros estados da nação, além de estrangeiros (norte-americanos), possuem hotéis de selva (lodges), hotéis flutuantes (house boat), acampamentos flutuantes (bangalôs flutuantes), acampamentos tipo safari e barcos hotéis que operam exclusivamente com o turismo de pesca. Parte destas estruturas estão sediadas no município de Barcelos.

O município apóia o desenvolvimento deste segmento turístico, com destaque para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O poder público presta auxílio para os empreendimentos já estabelecidos, assim como para os novos também, através de ações como a doação de terras municipais para implantação de novos projetos, assessoria e disponibilização de técnicos para regularização fundiária, auxílio na obtenção de recursos e financiamentos junto ao governo do Estado.

 

Operadores - Características Operacionais

A atividade de pesca esportiva no município de Barcelos conta com um conjunto de Operadores Fixos e Temporários.

Os Operadores fixos, ou seja, que tem estruturas operadas exclusivamente dentro da área do município.

Os Operadores Temporários vêm da cidade de Manaus e operam em média de 8 a 10 semanas em rios e lagos do município, conforme variação do nível de água dos rios e lagos da região, em especial do rio Negro.

  Operadores Temporada* Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar
  Fixos 24 ~ 28 semanas                 x x x x x x x
  Temporários 16 ~ 20 semanas                     x x x x  

* varia com o nível das águas do Rio Negro

 

Operadores Fixos / Informações Comerciais

# Infraestruturas  Tipos Operadores Contato Website
01 m/v Almirante Junior barco-hotel Adelmo / Adelso Medina Garcia Adelmo Garcia -
02 m/v Amazon Angler barco-hotel River Plate Anglers Luis Brown www.riverplateoutfitters.com
03 m/v Black Water Explorer 
04 m/v Amazon Angel barco-hotel Amazon Clipper Cruises Carlos Probst www.amazonclipper.com.br
05 m/v Amazon Clipper
06          
           

m/v Amazon Queen II barco-hotel Amazon Tours, Inc. Negrotour Philip Marsteller Ruth Marsteller www.amazontours.com www.peacockbassfishing.com 07 Rio Negro Lodge lodge 08 Aracá Lodge 09 m/v Amazon Prince barco-hotel Amazon Prince Pesca Esportiva Gadia e Tony www.amazonprince.com.br 10 m/v Iemanjá 11 m/v Discovery barco-hotel Discovery Tour ? 12 m/v Filipana barco-hotel Amazon Sport Fish Flávio Talmelli www.amazonsportfishing.com.br 13 m/v Júnior II barco-hotel Mariuá Amazon Tour n/d n/d 14 m/v Karen Julyana barco-hotel U Pesca Arthur de Sulocki www.barcohotelkarenjulyana.com.br 15 m/v Amazon Nemo barco-hotel ? ? www.amazonnemo.com.br 16 m/v Princesa Amazônica barco-hotel ? ? www.tucuna.com.br 17 m/v Yana barco-hotel Fishing & Eco Tours ? www.yanna.com.br 18 Rio Caurés hotel-flutuante ? ? 19 Rio Unini hotel-flutuante Unini River Fishing Adventure ? www.peacockbasswater.net 20 Pousada Rio Jufaris pousada N.G. Turismo ?

 

Operadores Temporários - Barcos-hotel Operam com barcos hotéis que partem da cidade de Manaus, em geral do flutuante do Hotel Tropical Manaus. # Embarcações Cabines Pescadores Operadores Contato 01 m/v Apurissaua Amazon Nut Safari ? www.netzanstalt.com.br 02 m/v Cassiquiare 05 m/v Iguana 03 m/v Forest I Amazonia Rain Forest ? www.barcosforest.com.br 04 m/v Forest II 06 m/v Lady Lee Amazonia & Cia ? ? 07 m/v Marco Pólo Orlantour ? www.orlantour.com.br 08 m/v Miss Bebel 6 12 Eco-Pesca Miss Bebel ? www.missbebel.com.br 09 m/v Santana I 8 16 Santana Turismo Ecológico Michel Garcia www.santanaecologica.com.br 10 m/v Santana III

 

Barcos-hotel / Características Gerais (2003) - Baseado nos dados levantados em 2003, das 15 (quinze) embarcações pesquisadas 5 (cinco) operam a partir da cidade de Barcelos (representando 45% do total de barcos atuantes no turismo de pesca esportiva no município) e 10 (dez) a partir da cidade de Manaus (representando aproximadamente 80% da frota que opera pesca esportiva em Barcelos um período do ano). - As embarcações pesquisadas foram: Almirante Júnior, Amazon Prince, Amazon Queen, Apurissaua, Cassiquiare, Forest I, Forest II, Filipana, Iguana, Júnior II, Lady Lee, Marco Polo, Miss Bebel, Santana I e Santana III. - 93% das embarcações possuem casco de madeira, ou seja 14 de um total de 15, sendo somente uma em casco de Alumínio (Marco Polo). - 70% das embarcações tem camarotes do tipo suítes e os outros 30 % possuem camarotes mistos com suítes e não suítes. O número mínimo de camarotes foi de duas suítes para acomodar quatro pescadores em camas tipo beliche (Júnior II). 7.5. Barcos-hotel / Preços - Características Gerais (2003) - os pacotes tem em média duração de 7 (sete) dias. - os pacotes para pescadores brasileiros oferecem em média 5 (cinco) dias para pesca. - os pacotes para pescadores estrangeiros, sobretudo norte-americanos, oferecem de 6 (seis) a 7 (sete) dias de pesca, de um total de nove dias incluindo o deslocamento. - para pescadores brasileiros os preços variam de R$ 1800,00 a R$ 2.500,00, a partir da cidade de Barcelos. - para pescadores brasileiros a partir de Manaus os preços variam de R$ 2.500,00 a R$ 3.600,00 incluindo o traslado do aeroporto até o barco ou avião e daí até o ponto de pesca. - os pacotes incluem todas as despesas com exceção de bebidas alcoólicas "quentes" (como uísque ou vodka) exceto cerveja e alguma cortesia como vinho e/ou uísque no jantar, oferecidos por alguns operadores. - os pescadores estrangeiros pagam pacotes variados de US$ 2.400,00 (a partir de Barcelos pela Santana Turismo Ecológico) a US$ 3.950,00 (neste caso a partir dos USA até o Brasil, pela Negrotour). 7.6. Barcos-hotel / Abastecimento de Alimentos/Insumos - os barcos-hotel de propriedade de moradores locais que saem a partir do município de Barcelos geralmente fazem suas compras na cidade, incluindo comida, combustível e bebidas (Amazon Prince, Almirante Júnior, Júnior II e Filipana). - existe carência do município em suprir a demanda por alimentos frescos como frutas e verduras, que muitas vezes tem que vir de mercados e/ou supermercados de Manaus. - as excursões dos grupos de pescadores estrangeiros ou que partem da cidade de Manaus, abastecem os barcos nesta cidade, consumindo poucos itens na região. - geralmente peixe fresco, farinha de mandioca e frutas típicas da região. - dos operadores fixos, os que mais consomem em Barcelos são das empresas Negrotour e Tucunaré para Sempre. 8. Lodges Rio Negro Lodge Infra-estrutura (2003) Início da operação 18 outubro 1998 Preço - ~ US$ 3.950,00 Hóspedes - atende até 36 pescadores por semana - 12 cabanas com capacidade para atender 36 hóspedes, com 2 pescadores por quarto - ar condicionado, frigobar, água quente e camas tipo queen size - restaurante, bar, mesas de sinuca, churrascaria, loja de artesanatos Funcionários - total de 155 (95% de mão-de-obra local) - escola com ensino fundamental e aulas de inglês para adultos e crianças - refeitório, 03 apartamentos, 22 residências, alojamento para solteiros, residência para gerentes, técnicos agrícolas e convidados Operacional - centro administrativo, hangar, almoxarifado, marcenaria, casa de máquinas, posto para abastecimento de combustível, ancoradouro - horta para cultivo de frutas e verduras, capaz de suprir cerca de 80% de sua demanda. - clínicas médicas e dentárias para atendimento de hóspedes, funcionários e familiares e oito comunidades do entorno - lavanderia e posto de segurança Equipamentos - 24 bass boats de fibergalss com 17,5 pés com motor de popa 90HP - 10 voadeiras de alumínio equipadas com motores de 25HP, - 03 botes de alumínio para transporte de até 15 passageiros com motor de 115HP - 01 barco tipo recreio com 18m de comprimento e 4m de boca para transporte de cargas, - 03 hidroaviões com capacidade para transporte de cinco pessoas, - 02 grupos geradores de 400KVA, - 03 máquinas de gelo - central telefônica via satélite com acesso a internet - 03 poços artesianos. Aracá Lodge Infra-estrutura (2003) Início da operação 03 novembro 2002 Preço - ~ US$ 3.950,00 Hóspedes - atende até 12 pescadores por semana - 07 apartamentos duplos com ar condicionado, água quente, camas tipo queen size, restaurante, bar Funcionários - 24 com 95% de mão-de-obra local - alojamento. Operacional - heliporto em madeira, cozinha, lavanderia, casa de máquinas Equipamentos - 09 barcos tipo bass trackers em alumínio com 16,5 pés com motor de popa 40HP - 04 voadeiras de alumínio equipadas com motores de 25HP - 01 máquina de gelo - 01 grupo gerador de 125 KVA - 01 poço artesiano. 8. Operadores Operadores Website Base Contato Telefones E-mails Adelmo / Adelso Medina Garcia Barcelos Adelmo Garcia 97 3321-1048 Amazon Clipper Cruises www.amazonclipper.com.br Barcelos Carlos Probst 92 3656-3584 Amazon Nut Safari Manaus Miguel Rocha 92 3234-5860 amazonnut@buriti.com.br Amazon Sport Fish Barcelos Flávio Talmelli 97 3321-1437 Amazon Voyage Tour www.voyagetour.com.br Barcelos Marlon Otero 97 3321-1002 voyagetour@aol.com Amazonia & Cia bolaopesca@terra.com.br Manaus J.Carlos Gonçalves www.amazoniaabc.hpg.com.br Amazonia Rain Forest www.amazoniarainforest.com.br Manaus 11 5044-3285 amazonia@amazoniarainforest.com.br Barco-hotel Miss Bebel Manaus 92 3651-2379 miss.bebel@bol.com.br Discovery Tour Barcelos Carlos Berni 11 5542-7488 Mariuá Amazon Tour Barcelos Aldir S. Pereira 97 3321-1079 N. G. Turismo Natanael Silva 92 3615-2370 Negrotour Barcelos Gilson Garantizado 92 3642-3860 Point Pesca Comercial Manaus Hiroshisso Taziri 11 5062-7201 pointpesca@pointpesca.com.br Santana Fishing e Safaris Manaus Lauro Rocha 92 3233-7127 santana@santanaecologica.com.br 9. Comentários Finais - 65% das estruturas que exploram pesca esportiva no município de Barcelos são constituídas por barcos hotéis. - 31% são de empresas que operam a partir da cidade de Manaus - o restante está constituído por estruturas fixas de tipos e padrões diferenciados: lodges, acampamentos fixos e flutuantes, hotéis flutuantes, pousada etc. - a atividade gera diretamente emprega atualmente de forma direta cerca de 500 pessoas - a atividade gera indiretamente empregos para cerca de 1000 pessoas, todas nativas do município de Barcelos. - a atividade de pesca esportiva na área do município de Barcelos movimenta uma soma aproximada de R$ 15 milhões (2002). - o ordenamento da atividade do turismo de pesca dentro do município está começando agora, de forma incipiente. - existência de conflitos e arbitrariedades por parte de alguns operadores fixos do turismo de pesca causando desconforto para outros operadores e seus clientes, devido a falta de ordenamento por parte do poder público municipal. - inexistência de dados concretos a respeito da eficiência do pesque-e-solte - será preciso investir mais em pesquisas básicas a fim de se verificar estes índices e propor normas e regras para aumentar as taxas de sobrevivência do principal recurso pesqueiro, constituído por quatro espécies de tucunarés. - é preciso criar mecanismos a fim de aumentar o retorno desta atividade turística, deixando de afetar somente algumas pessoas e comunidades isoladas, a fim de reverter benefícios para toda comunidade Barcelense. - a cidade de Barcelos não está preparada para suprir a demanda e as necessidades dos operadores de pesca, perdendo com isso a oportunidade de aumentar a circulação local do dinheiro gerado por esta atividade. - existe um potencial para o crescimento da atividade, desde que seja promovida sua normatização e regulamentos o mais rápido possível, a fim de se minimizar disputas entre os operadores de pesca entre sí e destes com as comunidades locais.

 

 

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Análise de Impactos de Cruzeiros Marítimos na Ilha Grande
Temporada 2009-2010 

Realizada por Roberto M.F. Mourão

 

MSC Armonia fundeado na Enseada do Abraão © Roberto M.F. Mourão (2010)

 

Objetivos

  • Realizar Análise Preliminar das Operações de Cruzeiros Marítimos na Ilha Grande

As operações de cruzeiros marítimos na Ilha Grande, em Angra dos Reis, têm provocado debates e reclamações por parte de atores e grupos de interesse locais, gerando conflitos sobre a questão dos impactos negativos e positivos e sustentabilidade deste segmento, um dos que mais crescem na costa brasileira e no mundo.

Com o objetivo de contribuir na discussão e análise das operações, promoveu-se esta breve análise local e uma pesquisa de outros destinos de cruzeiros marítimos, com o objetivo de dar subsídios para que o assunto seja conduzido de forma idônea e profissional à luz de outras experiências, exitosas ou não.

  • Realizar Curso-piloto de Atendimento para Barqueiros

Em virtude dos conflitos gerados pelas operações de cruzeiros e da demanda local por melhores práticas operacionais, criou-se a necessidade de capacitar e treinar barqueiros e outros prestadores de serviços afins, buscando ordenar e otimizar o receptivo.

O Sebrae RJ, dentro de sua missão de promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte, promoveu um curso-piloto de boas práticas de atendimento para barqueiros da Ilha Grande, com o objetivo de identificar demandas e deficiências operacionais e replicar o curso na baixa temporada. Independente da continuidade dos cruzeiros, as boas práticas poderão beneficiar o destino turístico no futuro.


Justificativa

Esta análise, realizada com foco na Vila do Abraão, Baía da Ilha Grande, Angra dos Reis, teve por objetivo subsidiar análise de viabilidades ambiental e socioeconomica dos cruzeiros marítimos em polos turísticos, em especial ilhas, com populações de comunidades tradicionais, em geral com infraestruturas urbana e turística limitadas.

Devemos destacar o apoio a este trabalho de Alexandre de Oliveira, presidente do Comitê de Defesa da Ilha Grande (CODIG).

Um transatlantico como MSC Armonia, da MSC Cruises, o da foto acima, com tonelagem bruta de 65.500 ton. (comprimento 275 m, largura 32 m, altura 54 m, 13 andares, 976 cabines), tem capacidade de hospedar mais de 2.500 passageiros e tem uma tripulação de mais de 700 pessoas, ou seja uma 'pequena cidade com população' de mais de 3.000 pessoas.

cruzeiros ilha grande abraao lirica armonia 2010
MSC Armonia e Lirica fundeados na Baia da Ilha Grande, Angra dos Reis © Roberto M.F. Mourão (2010)


Considerando:

  • que a população da Ilha Grande é de aproximadamente 7.000 pessoas (dados de 2010), agrupadas em 13 núcleos e dispersas nas proximidades de praias e costeiras;
  • que os principais núcleos populacionais estão nas comunidades de Provetá e Abraão;
  • que a população da Vila do Abraão é estimada em 1.971 habitantes (2010);
  • que a Ilha Grande é carente em infraestrutura urbana (e turística) para atender sua população residente;
  • as informações sobre o navio do porte do MSC Armonia, acima mencionadas;

a acolhida de uma embarcação desse porte, com sua 'população' de 3.000 pessoas, maior que a da Vila do Abraão, pode vir a causar sérios impactos socioambientais.

Uma cidade turística como o Rio de Janeiro, Recife ou Salvador, com certeza tem capacidade de absorver um fluxo diário de transatlanticos de grande porte com tranquilidade, desde que suas instalações portuárias forem adequadas.  

Agora, imagine que, ao mesmo tempo que Abraão, receba dois transatlanticos no mesmo dia, como ocorreu em dezembro de 2009: o Armonia e o Lirica (59.000 ton., comprimento 251 m, largura 28 m, altura 54 m, 13 andares, 795 cabines, capacidade ~ 1500 e tripulação ~ 700 pessoas...

 

Introdução

Nos últimos anos, Cruzeiros Marítimos entraram na ‘cesta básica’ da classe média brasileira e mundial. Com o aumento da oferta de cruzeiros com navios a cada dia de maior porte, com uma ampla oferta de preços que atraem uma clientela variada.

Tarifas com atraentes descontos para acompanhantes, incluindo farta alimentação, bebidas durante as refeições (inclusive alcoólicas) e muitas opções de lazer, fazem a alegria de um mercado de forte demanda.

Seguindo a tendência mundial, dois tipos de cruzeiros estão disponíveis na costa brasileira: os “Cruzeiros Abertos” e os “Cruzeiros Temáticos”.

Os Cruzeiros Abertos, que representam mais de 80% dos cruzeiros comercializados pelas agências de turismo, tem como público-alvo grupos familiares, em férias, formado por casais com ou sem filhos, ou em lua de mel.

Os Cruzeiros Temáticos, em menor número, são direcionados a grupos com interesse específicos, sendo idealizados e promovidos por agências e companhias de navegação, com temas variados: shows de artistas e cantores, gays, solteiros e descasados, gastronomia, moda, estudantes, eventos e congressos, entre outros.

O setor registra crescimento excepcional, cujos principais pontos de parada são destacados destinos, tais como:

  • Angra
  • Búzios
  • Cabo Frio
  • Fernando de Noronha
  • Fortaleza
  • Ilha Grande
  • Ilhabela
  • Ilhéus
  • Itajaí
  • Macapá
  • Maceió
  • Natal
  • Porto Belo
  • Recife
  • Rio de Janeiro
  • Salvador
  • Santos
  • Vitória
  • Ubatuba.

com roteiros para internacionais para:

  • Punta Del Este, Uruguai
  • Buenos Aires, Argentina.

Além de cruzeiros fluviais ao longo do Rio Amazonas, visitando:

  • Belém,
  • Santarém
  • Manaus.

Não há dúvidas que o impacto econômico é significativo, sobretudo na criação de empregos, mas a questão que preocupa é quanto ao real custo-benefício para os destinos turísticos por onde aportam, sobretudo nas cidades menores e em áreas ambientalmente sensíveis. 

Segundo informações da Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar) de que na temporada 2009/2010 haveria um “boom” de cruzeiros marítimos na Ilha Grande, no município de Angra dos Reis, causou preocupação a ambientalistas e empresários responsáveis, preocupados com a qualidade ambiental e operacional regionais deste importante destino turístico sul-fluminense.

A temporada de verão 2009-2010 prevê que a Ilha Grande receberá 7 navios, com capacidades variando de 2.000 a 3.000 passageiros, em 66 viagens podendo trazer, caso ocupe a quantidade total de leitos disponível nas viagens, até 150 mil turistas.

Sabe-se que todo fluxo turístico tem custos ambientais e/ou culturais, cabendo aos gestores planejadores a responsabilidade de controlar e monitorar a visitação de forma a minimizar ou mitigar eventuais danos. Em se tratando de capitais e cidades de maior porte, estruturadas para o turismo, os impactos negativos ambientais e socioculturais podem ser praticamente desconsiderados e os positivos, econômicos, bem-vindos.

Em se tratando de uma ilha que grande parte de sua área é constituída de unidades de conservação, com insuficiente serviço de captação e de tratamento de esgotos, com infraestrutura turística necessitando melhorias, com necessidade de capacitação e treinamento de mão de obra para o turismo, se faz necessário e importante o diálogo companhais marítimas-comunidade da Ilha Garnde para se buscar alternativas que promovam a sustentabilidade.

 

 

Análise de Impactos de Cruzeiros Marítimos


Assuntos Correlatos / Para Saber Mais

 

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Mochileiros / Bacpackers

 

Tecendo Redes de Turismo Solidário
Instituição Idealizadora: Rio Arte Popular. Consultora: Silvia de Arruda Perrone
Implementado nos Morros do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, tem por objetivos: (a) gerar renda para os participantes; (b) divulgar o trabalho dos artistas plásticos da região; e (c) estimular a produção artesanal socialmente sustentável em comunidades de baixa renda com alta visitação turística, comercializando camisetas e bolsas artesanais.
 

Impactos de Cruzeiros Marítimos na Ilha Grande Angra dos Reis, RJ (2009-2010)
Esse estudo foi realizado pelo consultor Roberto M.F. Mourão no final da temporada de cruzeiros 2009-2010, na Vila do Abraão, na Ilha Grande, Angra dos Reis, RJ. A análise serviu para subsidiar a sustentabilidade ambiental e socioeconômica da atividade em pequenas comunidades ou ilhas, em geral com infraestrutura urbana e turística limitadas.


Pesca Esportiva no Médio e Alto Rio Negro
  
(2003)
Esse estudo baseia-se em pesquisas e informações levantadas para o portfólio de Estudos de Caso do Programa MPE Funbio-EcoBrasil, no início de 2003 pelo biólogo Krüse Zeinad e consultor Roberto M.F. Mourão, coordenador do estudo e diretor técnico do Programa MPE. O trabalho tem como área focal o Médio e Alto Rio Negro, em especial a região do município de Barcelos.


Relatório do Turismo na Ilha Grande
 (2002)
A Ilha Grande encontra-se no litoral sul fluminense, sendo parte do município de Angra dos Reis. É um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, apresentando uma diversidade considerável de fauna e flora, apesar de uma parte significativa da vegetação ser mata secundária. Possui mais de 100 praias, sendo algumas inabitadas, cachoeiras, mirantes e picos com até 1.000 m de altitude. Esse estudo é resultante de trabalho de estágio-treinamento de equipes de monitores do Programa MPE Funbio-EcoBrasil.

Programa Melhores Práticas para o Ecoturismo - Programa MPE (2001-2003) 
O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), dentro dos marcos de sua missão institucional de conservar e dar uso sustentável à biodiversidade, visando ações futuras, contratou em 1999 estudo com o objetivo de analisar e obter subsídios sobre ecoturismo e turismo sustentável à luz do vigente cenário das políticas nacionais, agentes financeiros, recursos disponíveis e perspectivas do setor; buscando saber quais ações e áreas prioritárias necessitavam de complementação e, especificamente, qual seria seu papel no cenário de um turismo responsável no Brasil. Como resultado deste estudo, foi implementado o mais completo e eficaz projeto de capacitação e treinamento até essa data realizado no Brasil: o Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo (Programa MPE).

Análise da Viabilidade da Pesca Esportiva no Rio Calçoene, Amapá (1999)
O Rio Calçoene, localiza-se ao norte do Estado do Amapá, nasce na Serra Lombada, no município de Calçoene, percorre totalmente o município, e, seguindo a direção oeste-leste, desagua no Oceano Atlântico.

Plano Diretor de Turismo da Ilha Grande (1997)
Elaborado por Tangará Serviços em Meio Ambiente e Turismo

Análise de Viabilidade do ecoturismo da Floresta Nacional de Ipanema (1997)
A presente análise técnica foi elaborada pelo consultor Roberto M.F. Mourão, por demanda do Sr. Eduardo Martins, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em fevereiro de 1997, com a finalidade de analisar preliminarmente a viabilidade do uso ecoturístico das floresta nacionais, iniciando a análise pela Flona de Ipanema.


Projeto de TAMAR Tartarugas Marinhas (1980-data)
A partir de denúncias, inclusive internacionais, o IBAMA criou em 1980 o Projeto Tamar, com a finalidade de preservar as espécies de tartarugas que desovam no litoral brasileiro e que corriam o risco iminente de extinção. Para se ter uma idéia da importância deste projeto, das oito espécies que habitam os mares do planeta, cinco freqüentam o litoral brasileiro na época da desova.

 

 

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